Atividade econômica do país cresceu 0,15% no primeiro trimestre, mostra BC

Reportagem: Kelly Oliveira - Edição: Juliana Andrade

Brasília – A atividade econômica registrou crescimento de 0,15% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre de 2011. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), dessazonalizado (ajustado para o período), divulgado em 18 de maio de 2012.

Em março, o índice dessazonalizado apresentou queda de 0,35% em relação a fevereiro. No terceiro mês do ano, o IBC-Br registrou 139,47 pontos. Na comparação entre março deste ano e o mesmo período de 2011, houve queda de 1,18%. No primeiro trimestre, ante igual período do ano passado, o índice dessazonalizado apresentou retração de 0,23%. Em 12 meses encerrados em março, no entanto, houve alta de 1,57%.

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Os dados sem ajustes sazonais mostram que IBC-Br registrou alta de 11,23 %, em março, em relação a fevereiro, e de 1,06%, no primeiro trimestre deste ano, em relação a igual período de 2011. Em 12 meses encerrados em março, a alta ficou em 1,84%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar e antecipar como está a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível da atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária. O acompanhamento do índice é considerado importante pelo BC para que haja maior compreensão da atividade econômica e contribui para as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa básica de juros, a Selic.

 Fonte: Agência Brasil - 18/05/2012

Sebrae oferece oficinas e cursos gratuitos na Rio+20

Empresários poderão conhecer práticas relacionadas à sustentabilidade, como eficiência energética e redução de desperdício

Dalila Góes

Brasília – Estão abertas as inscrições do Espaço Sebrae de Educação, que funcionará no Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro, durante a Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. De 15 a 23 de junho, serão oferecidas capacitações para proprietários de micro e pequenos negócios.

As palestras, oficinas e clínicas tecnológicas terão temas relacionados à sustentabilidade, como eficiência energética, redução de desperdício, política de resíduos sólidos, negócios verdes, práticas de negócios sustentáveis, entre outros.

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“A sustentabilidade é o tema do século XXI e não pode ficar restrita à agenda das grandes empresas e do governo. Queremos incluir os empreendedores e mostrar a eles a importância de adotar o conceito em suas empresas. Práticas sustentáveis geram lucros e redução de despesas ao negócio, além de contribuírem para a inclusão social e a preservação do planeta. Esse espaço é uma grande oportunidade para os empresários entenderem melhor esta nova exigência do mercado”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

Os cerca de dois mil empresários esperados para o evento poderão participar de quatro palestras magnas, com especialistas em sustentabilidade e negócios, como Peter Gasper, Ricardo Voltolini e Sergio Besserman. Ainda na programação estão outras nove palestras, quatro oficinas e cinco clínicas tecnológicas, distribuídas ao longo da programação.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas somente pelo hotsite do Sebrae na Rio+20. É importante chegar com 15 minutos de antecedência para confirmar a presença na atividade, caso contrário a vaga será cedida a outro empresário.

“Essa é uma forma de dar oportunidade a todos. Mesmo que o site avise que a palestra está com as vagas esgotadas, é bom ir ao local do evento e esperar por possíveis desistências”, pondera Flávia Azevedo Fernandes, analista de Capacitação Empresarial do Sebrae.

 Rio+20

Há 40 anos, o Sebrae promove a competitividade e o desenvolvimento sustentável da micro e pequena empresa. Sustentabilidade é empreendedorismo, eficiência, inovação, gestão, lucro e responsabilidade social e ambiental. Por isso, a entidade é parceira oficial da Rio+20.

O Sebrae é uma agência de fomento e assistência técnica aos pequenos negócios, que correspondem a 99,1% das empresas brasileiras, mais de 2,4 milhões de empreendedores individuais e 4,4 milhões de agricultores familiares. Isso corresponde a mais de 37 milhões de pessoas comprometidas com o empreendedorismo no país.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias - 17.05.2012

Presidenta Dilma promove geração de renda e empreendedorismo

Podemos esperar um 2012 com mais renda, mais emprego, mais oportunidades e mais crescimento”

A presidenta Dilma Rousseff falou no dia 9 de janeiro no programa de rádio Café com a Presidenta sobre medidas econômicas que entram em vigor a partir deste mês e que beneficiam trabalhadores, micro e pequenos empresários e microempreendedores individuais (MEI). Entre as medidas, estão o aumento do salário mínimo, o reajuste da tabela do Imposto de Renda para Pessoa Física e a ampliação das faixas de faturamento para os micro e pequenos empresários que optam pelo Supersimples e para os microempreendedores individuais.

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A presidenta destacou que, com base no reajuste de 4,5% da tabela do Imposto de Renda, 25 milhões de contribuintes pagarão menos impostos e 800 mil ficarão isentos.

“O desconto que o contribuinte tem no contracheque será, portanto, menor já a partir deste mês de janeiro”, disse.
Durante o programa, Dilma Rousseff também abordou as medidas econômicas direcionadas aos micro e pequenos empresários e aos microempreendedores individuais. Ela frisou que, a partir de agora, as novas regras do Supersimples e do MEI que entram em vigor resultarão em menos impostos a esses segmentos.

“Quem se enquadra no Supersimples paga um imposto único e com alíquota bem pequena. E nós tomamos uma medida importante, porque aumentamos o número de empresas que podem usar o Supersimples (…). O que também mudou este ano é que mais empreendedores poderão ter direito aos benefícios do sistema MEI. Agora o limite de faturamento anual é de R$ 60 mil, ou seja, de quem ganha até R$ 5 mil por mês. Com isso, estamos estimulando o microempreendedor individual a formalizar e a expandir seus negócios.”

Lembrou, ainda, que o aumento do salário mínimo, que passou de R$ 545 para R$ 622, vai permitir que 40 milhões de brasileiros diretamente beneficiados “consumam mais e vivam melhor”, contribuindo para criar mais demanda para a indústria, o comércio e o setor de serviços: “este aumento vai fazer circular cerca de R$ 47 bilhões na economia”.

Dilma Rousseff também lembrou que outros setores receberam benefícios fiscais, a exemplo dos produtos da linha branca – como geladeiras, fogões, máquinas de lavar, entre outros – com validade até março de 2012.

“Eu estou muito animada para este ano que começa, e acho que todos nós brasileiros e brasileiras podemos esperar um 2012 com mais renda, mais emprego, mais oportunidades e mais crescimento para o país.”

Fonte: Presidência da República, SECOM, em 09.01.2012

 

Brasil já tem mais de 1,9 milhão de empreendedores individuais

Com o programa eles saem da informalidade, legalizam seus negócios, adquirem CNPJ e passam a contar com a proteção da Previdência Social

O número de Empreendedores Individuais no Brasil ultrapassou a marca de um milhão e novecentos mil em janeiro de 2012. São agora 1.902.138 cadastrados no Simples Nacional, regime tributário diferenciado e simplificado da Receita Federal do Brasil aplicável também às microempresas e às empresas de pequeno porte. Assim, esses empreendedores que trabalham no comércio, na indústria e no setor de serviços saem da informalidade, legalizam seus empreendimentos e possam ter acesso aos benefícios do programa, como CNPJ, crédito facilitado, taxas de juros mais baratas, emissão de nota fiscal para venda para outras empresas ou para o governo, além da cobertura da Previdência Social.

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Em março de 2011, o número de EI atingiu um milhão de inscritos. Para comemorar e incentivar ainda mais a formalização desses trabalhadores, o Governo Federal reduziu a alíquota de contribuição para a Previdência Social de 11% do salário mínimo (hoje, R$ 68,42) para 5% (atualmente, R$ 31,10).

Eles são ambulantes, doceiras, pipoqueiros, manicures, homens e mulheres que montaram o próprio negócio e hoje contribuem para dinamizar a economia do país, além de ajudar a melhorar a renda de suas famílias. Atualmente, existe uma lista com quase 500 ocupações que podem ser desempenhadas por um empreendedor individual.

Novo limite

Está em vigor, desde o dia 1º de janeiro, o novo limite de faturamento anual para que os trabalhadores que atuam por conta própria no comércio, na indústria e na prestação de serviços possam se cadastrar como Empreendedores Individuais. O limite bruto de faturamento agora é de R$ 60 mil ao ano. Com esta medida, o governo espera dar oportunidade para que mais Empreendedores Individuais possam ter acesso aos benefícios do programa, como CNPJ, crédito facilitado, taxas de juros mais baratas, emissão de nota fiscal para venda para outras empresas ou para o governo, além da cobertura da Previdência Social.

Com o reajuste do salário mínimo, o custo da contribuição é de R$ 31,10 (5% sobre o salário mínimo vigente) para a Previdência Social, mais R$ 1,00 de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) para o Estado e R$ 5,00 de ISS (Imposto sobre Serviços) para o município. Para indústria e comércio, a contribuição é de R$ 31,10 mais R$ 1,00 do ICMS. O prestador de serviço paga R$ 31,10 mais R$ 5,00 do ISS. O custo máximo de formalização para quem realiza atividade mista é de R$ 37,10 por mês.

Para se cadastrar como EI e ter acesso a uma série de benefícios e à cobertura da Previdência Social, o trabalhador por conta própria deve se inscrever no Portal do Empreendedor na internet. A inscrição é rápida e gratuita.

Fonte: MPS, em 05.01.2012


Salário Mínimo tem aumento real de 65,96% em dez anos

Novo valor de R$ 622 adiciona R$ 47 bilhões na economia

A política de valorização do salário mínimo levou a um aumento real de 65,96% em dez anos, beneficiando diretamente cerca de 48 milhões de pessoas que têm sua renda vinculada ao valor do piso nacional. Como parte dessa política, o aumento deixou de ser no dia do trabalhador, 1º de maio para passar a vigorar já no primeiro dia do ano.

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O novo salário mínimo de R$ 622 vai injetar R$ 47 bilhões na economia brasileira, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em relação ao anterior (R$ 545), o novo valor representa um aumento nominal de 14,13% e de 9,2% reais – descontada a inflação estimada para 2011 pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE).

O método de reajuste do salário mínimo foi definido por meio de uma medida provisória aprovada pelo Congresso Nacional. A lei, sancionada em fevereiro de 2011, estabelece que o valor será reajustado, até 2015, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Com o reajuste, o valor diário do salário mínimo corresponderá a R$ 20,73 e o valor pago pela hora de trabalho será de R$ 2,83.

Seguro desemprego

Com o reajuste do mínimo, os valores do seguro-desemprego também serão reajustados. O menor valor da parcela será de R$ 622 e o maior de R$ 1.163,76. Têm direito ao benefício os trabalhadores demitidos sem justa causa, o pescador artesanal e o empregado doméstico, desde que o empregador esteja recolhendo o FGTS. Todos os pagamentos gerados a partir de 1º de janeiro já sairão com novo valor, mesmo aqueles que terão apenas a última parcela a ser liberada.

Poder de compra chega a 2,25 cestas básicas

O novo mínimo terá um poder de compra equivalente a 2,25 cestas básicas, calculadas pelo Dieese em R$ 276,31 (mesmo valor de novembro de 2011). Essa relação é a maior desde 1979. Os produtos da cesta básica e suas respectivas quantidades mensais são diferentes por regiões e foram definidos pelo Decreto 399 de 1938, que continua em vigor.

Fonte: Presidência da República, SECOM, em 02.01.2012.